Tarifaço dos EUA tem impacto menor que o previsto nas exportações brasileiras

Dois meses após o tarifaço de até 50% imposto pelo governo norte-americano, o impacto nas exportações brasileiras foi menor do que o estimado inicialmente.

Levantamento da Amcham Brasil mostra que menos da metade dos produtos exportados aos EUA foi atingida pela alíquota máxima — concentrada em commodities como café, carne e açúcar, que conseguiram redirecionar suas vendas a outros mercados.

Mas nem todos os setores reagiram da mesma forma: áreas como madeira, móveis e maquinário ainda sofrem com estoques altos, custos crescentes e necessidade de buscar novos destinos comerciais.

Para o tributarista Leonardo Briganti, sócio fundador do Briganti Advogados, o tarifaço foi prejudicial no curtíssimo prazo, ainda que parte da demanda tenha sido absorvida por países da Ásia e da Europa.

Segundo ele, “o efeito foi mais danoso para os EUA. A ideia de reindustrializar o país não aconteceu — houve alta de custo e há pequeno e médio importador sofrendo.”

Enquanto isso, o governo norte-americano discute um pacote de cerca de US$ 10 bilhões para socorrer o agronegócio local, especialmente os produtores de soja impactados pela guerra tarifária.

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