Em entrevista ao Estadão, Leonardo Briganti comenta como a iminência de um novo tarifaço de 25% pelo governo dos Estados Unidos tem provocado uma corrida entre os exportadores brasileiros. Setores como o de máquinas, produtos químicos e calçados registraram um salto expressivo nos embarques recentes, em uma tentativa da indústria nacional de enviar o maior volume possível de mercadorias antes que as novas barreiras comerciais entrem em vigor e prejudiquem a competitividade do país.
Leonardo alerta que essa estratégia de antecipação carrega um risco financeiro considerável. Ele explica que, diferentemente do Brasil, a legislação americana baseada na Seção 301 permite que as cobranças sejam aplicadas de forma retroativa em pelo menos um ano, o que pode transformar a tentativa atual de escapar das sanções em um alto custo inesperado para as empresas brasileiras no futuro.
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