A implementação da duplicata escritural traz novos desafios para a gestão financeira e jurídica das empresas. Um levantamento divulgado pela Capital Aberto identificou oito tipos de riscos operacionais associados ao novo modelo, incluindo pagamentos em duplicidade, divergências de valores e titularidade e inconsistências relacionadas a notas fiscais canceladas. O cenário reforça a importância de controles internos eficientes, integração entre departamentos e atenção às exigências legais.
Na entrevista, Marcel Mattos de Oliveira, nosso advogado especialista em Direito Contratual, destacou que os efeitos jurídicos dependem das particularidades de cada operação e que a ausência de manifestação não torna uma obrigação automaticamente exigível. Segundo Marcel, a adoção da duplicata escritural exige mais do que uma transformação tecnológica: demanda a revisão de processos internos, o fortalecimento da governança corporativa e maior segurança na conferência e documentação das operações comerciais.
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